Sou um historiador nas horas vagas. Atualmente como diretor Centro Territorial de Educação Profissional do Vale do Jiquiriçá na Bahia. Um cara que gosta de viver a vida na sua intensidade sem desprezar o poder de sentir tudo à sua volta e, principalmente, de expressar o que sente. A música apareceu na minha vida desde que nasci, embora não seja profissional, procuro nas minhas limitações, fazer algo que seja essencialmente da minha alma e que possa ser apreciado. Olhe as postagens mais antigas.
domingo, 18 de dezembro de 2011
Nota sobre Elísio Medrado. Um Município do Interior da Bahia.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Bin Laden morreu?????

Estou indignado! Em pleno Século XXI perceber que as pessoas ainda são fáceis de enganar. Um discurso ridículo de assassinato do “maior inimigo” dos EUA. Não sei ao certo se eu sou um cara desprovido de inteligência, pois até o momento não consegui compreender quase nada da situação. Primeiro: como entender que alguém ajudado pelos EUA na década de 1980 na luta do Talibã contra a URSS no Afeganistão, de repente vira o maior vilão. Quem é o vilão, Bin Laden, ou os EUA que o fortaleceu? Lembro-me da Alemanha de Adolf Hitler fortalecida pelos ocidentais em por conta do medo de avanço do Socialismo por toda Europa na década de 1930. Ingenuidade não perceber que o crescimento do Nazismo foi promovido também pela ajuda dos países capitalistas. Segundo: Michael Moore, um cineasta, documentarista e escritor estadunidense, no documentário Fahrenheit 11 de setembro afirma que a família de Bin Laden mantém estreitas relações econômicas com a família Bush. Há algo de podre no Reino dos EUA! Terceiro: percebemos que Bush na época, com a popularidade baixa, retoma com força e apoio da população na chamada Guerra ao terrorismo, como um disco arranhado, repetindo que era preciso vingar a morte dos estadunidenses e por tabela destruir o Iraque por conta de terem as armas de destruição em massa. Até hoje essas armas não foram achadas. Fica nítido que o controle pelo petróleo era o principal motivo da guerra. Quarto: raramente as pessoas imaginam que por detrás de uma guerra existe uma indústria milionária e que as armas são compradas. É uma indústria que precisa vender e, para vender, é necessário haver uma guerra. Matar milhares de pessoas precisa no entanto de um discurso contagiante e “válido” do ponto de vista “moral e ético”. São tantos os motivos que justificaram milhares de guerras na história. Porém podemos encontrar pontos em comum entre elas. A ganância pelo poder e manutenção dele é um dos principais. A força de um país não se dá somente com conquista bélica. É preciso um jogo ideológico que convença à maioria de que o poder estabelecido foi conquistado de forma necessária, humanística para promover a paz e tranquilidade. Daí a religião possui um papel fundamental nesse contexto. Em nome dos seres sobrenaturais milhões de vidas foram ceifadas. Isso, enquanto os chefes de estado ficam com seus traseiros protegidos e os idiotas dos “súditos” acreditando que defedem seus países por uma causa “nobre”. Tudo por poder econômico, político e religioso. Só me resta um riso irônico diante de tanta baboseira. Em nome da paz a violência mais uma vez impera. Uma contradição que seguirá na história até que todos se conscientizem e deixem de ser manipulados.
Onde está o corpo de Bin Laden? No Mar? Isso foi a gota D’água dessa peça tetral de quinta categoria. Na era do auge da Globalização com a universalização da Internet e da tecnologia, nenhum filho da mãe tinha uma câmera ou um celular para tirar uma foto ou filmar a ação da morte do dito cujo? Os EUA mandam o homem à Lua em 1969 e em 2011 não tem como filmar a morte, o corpo e o “enterro no mar”. Só sendo estadunidense mesmo para enterrar alguém no mar.
A única certeza que temos é que Bin Laden não morreu. Ele vive nas Torres que caíram, nos ataques das Embaixadas, em milhões de sites na internet, nos livros de história, na memória dos radicais islâmicos e na mente dos estadunidenses e britânicos. Enquanto o povo estadunidense comemorava nas ruas, imaginava o quanto são ingênuos em não perceber que haverá consequências, pois é exatamente isso que o “Senhor das Armas” quer. Mais guerra, mais lucro pra quem fabrica armas, afinal de contas os EUA estão em crise há muito tempo. Obama que se pressupôs
o “diferente”, mantém o mesmo discurso de Bush chamando mais uma vez a população de “imbecil” na reinvenção de Bin Laden.
domingo, 1 de agosto de 2010
Política se discute sim.
A maioria dos brasileiros fica sem se inteirar do que acontece no cenário político de seu país, seja na esfera municipal, estadual ou federal. Alguém já disse que política e religião não se discute. Faço então uma pergunta básica: a quem interessa ver o povo sem discutir política ou religião? Aqueles que sempre enxergaram uma visão apenas da política ou da religião e querem as coisas continuando do mesmo jeito. Tudo na vida é passível de questionamento e de discussão. O diálogo fortalece as relações humanas, muito mais do que o dogmatismo ou imposição de regras e leis. Sem contar que temos um sistema político tão complexo e historicamente definido para ser assim, deixando a maior parte de nossa população desinteressada em tentar compreendê-lo. Sem contar no fato de que vivenciamos tantos escândalos e desmandos nos fazendo, em muitos momentos, desacreditar das nossas possibilidades de transformação estrutural nesse país. Estamos contudo vivenciando momentos tão significativos em nosso país. Lembro-me de quando dava aulas sobre a “Nova Ordem Global”. Vejo que todas as minhas aspirações do passado estão se cumprindo. O Nosso País está ganhando o status que sempre mereceu. Precisamos dar continuidade a esta política e fazermos uma reflexão sobre o nosso papel enquanto cidadão. Não devemos retroceder jamais, principalmente se estamos caminhando para o engrandecimento de nosso país. Penso que investimentos feitos em Universidades Federais, aliados às Bolsas do Prouni estarão levando muitos cidadãos a patamares nunca dantes sonhados. Esses novos cidadãos pensantes estarão construindo uma nação mais participativa e consciente de seu papel na sociedade. Não há outra escapatória: o Brasil vai crescer ainda mais. Teremos eleitores mais capazes de escolher seus governantes, o que vai exigir daqueles que concorrem a um cargo político, a estarem se atualizando e agindo de forma coerente e ética. Ainda mais em épocas de fluxos de informações na velocidade de um click. Estou feliz por este momento de nossa história e, pela certeza que política, religião, futebol, tudo isso pode e deve ser discutido, ainda mais num mundo vasto e quase infinito em que a internet nos faz mergulhar. Vamos à discussão?ue sempre enxergaram uma visão apenas da política ou da religião e querem as coisas continuando do mesmo jeito. Tudo na vida é passível de questionamento e de discu
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Ter ou não ter?
Num dia frio como esse fico a imaginar tanta gente sem um lugar para poder se abrigar. Daí vem o sentimento de que são pobres coitados e o nosso coração chega a se comover por certos instantes, porém, não o bastante para prolongar a sensação e, quem sabe, sugir uma motivação em que resulte na criação e estabelecimento de políticas públicas de inclusão. Todo discurso nesse sentido é lindo e aceitável, porém não é prático por ser incômodo e, para se concretizar, há a necessidade de mudanças drásticas na estrutura social. Quantos jovens e crianças não sonham num dia como esse ter seu chocolate quente feito por sua empregada e junto da “mamãe” e do “papai” estar assistindo a novela das oito que reproduza justamente o modelo de vida que se pretende ter? A maioria das pessoas no entanto esquecem que o “não ter” provoca uma série de efeitos colaterais em nossa sociedade. Tapamos nossos olhos e ouvidos nesse sentido. O sentimento de exclusão acaba por diminuir a auto-estima do jovem. E para piorar a situação ele se vê cercado do ideal de felicidade condicionado ao possuir riquezas e bens que ele não terá acesso em função da sua condição étnica, social e nível de escolaridade historicamente construídas para permanecerem assim. E porque continuam assim? É como se não tivessem forças pra lutar contra isso e, de fato, é complicado mudar o sistema. Daí ele resiste da forma que pode. O problema é que a violência se naturaliza em suas vidas a tal ponto que não conseguem distinguir aquilo que é "ideal" para o convívio em sociedade. Eu aprendi tanta coisa nessa vida. A ser mais relativo e ponderado em minhas conclusões, até mesmo em questões onde eu achava que minha ideologia e meus princípios não poderiam ser colocados à prova ou à mercê das circunstâncias que os outros vivem. Hoje consigo enxergar tanta coisa que a minha falta de tolerância me deixava cego, sobretudo em questões políticas. O mito da existência de um sistema maior que nos consome e nos manipula, está cada vez mais caindo por terra. Afinal de contas acaba sendo uma luta individual. Todos querendo sobreviver da melhor forma possível. Sonho com um dia em que o "ter" seja exclusivamente atender as necessidades básicas para continuarmos a viver, sem agressões ao meio ambiente e a nós mesmos.
quinta-feira, 4 de março de 2010
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Até quando ficaremos esperando?
A ditadura militar no Brasil se configura em um dos períodos mais vergonhosos da política nacional. Um momento em que a tensão era extrema e boa parte da população assistia "bestializada" tudo que se passava ouvindo e assistindo programas e seriados de TV nos moldes estadunidenses para esquecerem a capacidade de mobilidade social que o povo possuía com a pregação de uma sociedade supostamente democrática e temente a deus. Tenta-se aos dias atuais remexer nos famigerados documentos ainda escondidos, como se temessem conhecer as atrocidades que já conhecemos e imaginamos que talvez seja ainda pior.
Estamos vendo o império cair aos poucos enquanto nossos corações anseiam que ele seja derrubado ainda quando os algozes estão vivos. É necessário a reparação a todas as famílias que ainda choram por seus filhos desaparecidos.
Enquanto isso vemos os filhotes e netos da ditatura posando de mocinhos com nome de partido político de conceito duvidoso (DEM) passeando nos palcos dos executivo, legislativo e judiciário.
Percebemos que a luta continua e que a mobilização da massa se torna evidentemente necessária para liquidarmos por de vez as manchas que ainda persistem.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Fotografia
Não há nada melhor do que uma fotografia. Ela pode representar dentre muitas coisas, algo simples e objetivo. Fazer você sentir o mesmo gosto, o mesmo cheiro e sabor do momento vivido e eternizado. Por melhor que seja nossa memória, nunca conseguimos de fato relembrar tão bem de um momento quanto em uma fotografia. Revendo fotos de dois anos atrás eu percebi que muita coisa se passou e que foi preciso ver as fotos para perceber que o destino pode ser mais inesperado do que pensávamos que ele era. Vi tantos amigos que hoje tomaram tantos rumos diferentes do que sonhavam. Alguns foram além, outros estagnaram, alguns retrocederam, alguns nem lembram mais de nós ou pelo menos da nossa amizade e, ainda bem, poucos amigos se foram definitivamente. Seja em momentos alegres com a família, amigos, namoradas, em passeios, em trabalho, no que for, a fotografia é a mágica de eternizar a história num dado momento, num dado segundo que não volta atrás, mas que nos suspiros da saudade, nos faz sentir mais humanos e nos mostra a nossa impotência diante da cruel passagem do tempo. Alguém já disse que o tempo não para. Outros já disseram que ele existe assim como a matéria e que todas as coisas já aconteceram e nós só vemos o tempo passar como se assistíssemos a um filme. Seja qual for a concepção, não podemos deixar de perceber que a saudade das coisas vividas é uma das melhores sensações que o ser humano pode sentir. E quanto mais a gente puder tirar proveito dela para estarmos nos enriquecendo como seres humanos, melhor. Daí a fotografia entra como ponto chave para esta reflexão tão simples e necessária. Ela pode nos amadurecer, no sentido de que façamos constantemente análise daquilo que nos tornamos e possamos reativar laços perdidos no tempo e no espaço. Sempre há tempo em qualquer tempo.
Produção de Café
Daniel Cézar